Cargo: Pesquisadora de Laboratório
Laboratório: Laboratório de Bacteriologia
Linha de pesquisa: imunobiológicos recombinantes
Contato: (11) 2627- 4831 | daniela.luz@fundacaobutantan.gov.br
Lattes|http://lattes.cnpq.br/3340189813794279
Google Scholar|https://scholar.google.com.br/citations?hl=pt-BR&user=gUTAVN8AAAAJ
ORCID|https://orcid.org/0000-0001-9622-0320
Web of Science|https://www.webofscience.com/wos/author/record/C-2374-2019
Scopus|https://www.scopus.com/authid/detail.uri?origin=resultslist&authorId=55198992600&zone=
Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, mestre em Microbiologia pela Universidade de São Paulo e doutora em Ciências (Toxinologia) pelo Instituto Butantan. No doutorado, atuou na área de anticorpos recombinantes para o diagnóstico de linhagens diarreiogênicas de Escherichia coli, e realizou doutorado sanduíche na Universidade de Toronto, no Canadá, onde aprendeu técnicas de seleção de fragmentos de anticorpos recombinantes por phage display. Possui dois pós-doutorados realizados no Instituto Butantan em Toxinologia (CAPES/PNPD) e em Saúde Pública (FAPESP), tendo atuado com a aplicabilidade dos anticorpos recombinantes e modelos animais alternativos, como o Zebrafish.
Foi professora visitante adjunto C1 da Universidade Federal de São Paulo, em São José dos Campos, atuando na área de anticorpos monoclonais e recombinantes como ferramentas biotecnológicas. Contratada pelo Instituto Butantan em 2020, fez parte da linha de frente da pandemia de Covid-19, realizando testes moleculares de RT- PCR no Laboratório Estratégico de Diagnóstico Molecular. Atualmente, é pesquisadora de laboratório pleno no Laboratório de Bacteriologia do Butantan, realizando pesquisa na área de anticorpos recombinantes como biofármacos e ferramentas diagnósticas, com financiamento da FAPESP.
A linha de pesquisa concentra-se no ciclo de desenvolvimento ponta-a-ponta de imunobiológicos, em especial, anticorpos monoclonais, atuando como uma força translacional que consolida distintas plataformas tecnológicas para converter descobertas acadêmicas de fronteira em anticorpos de alta qualidade, precisão e eficácia. O trabalho estrutura-se de forma integrada em três frentes estratégicas: a hibridização de plataformas de geração, aliando a robustez da seleção empírica in vitro (Phage Display) e in vivo (Hibridomas) ao pioneirismo do design atômico de novoguiado por Inteligência Artificial; a engenharia de arquiteturas terapêuticas avançadas, abrangendo desde nanocorpos (VHHs) e Fabs até formatos biespecíficos modulares com engenharia de Fc; e a validação precoce de parâmetros de viabilidade industrial para garantir o escalonamento fluido em bioprocessos de alto rendimento (E. coli e CHO/HEK293).
Em paralelo, a pesquisa avança o estado da arte em imunização e delivery in vivo empregando plataformas genéticas (mRNA e DNA) encapsuladas em Nanopartículas Lipídicas (LNPs), uma abordagem disruptiva que redefine a bioprodução ao transformar o próprio paciente em um biorreator endógeno, consolidando uma esteira de inovação de impacto clínico real.
Os anticorpos monoclonais (mAbs) consolidaram-se como a classe terapêutica de maior sucesso na medicina moderna, movimentando mais de US$ 150 bilhões anuais com altas taxas de aprovação. Contudo, o modelo tradicional, dependente de imunização animal e da produção exógena em biorreatores complexos de células de mamíferos, impõe custos proibitivos que restringem o acesso na saúde pública latino-americana.
Atualmente, a Imunobiotecnologia vivencia uma tripla revolução. A primeira é a transição da triagem empírica para o Design Racional Guiado por IA, permitindo a geração de novo de moléculas contra alvos antes considerados até então difíceis de acessar. A segunda é a diversificação de formatos: além das IgGs, o campo avança com anticorpos biespecíficos e formatos miniaturizados (como Fabs, scFvs e nanocorpos), que oferecem superior penetração tecidual e viabilizam a produção em sistemas bacterianos de baixo custo.
A terceira, e talvez mais disruptiva mudança, é a Revolução do Delivery Genético. Em vez de fabricar e purificar a proteína em escala industrial, a fronteira atual utiliza plataformas de DNA e mRNA para entregar o código genético do anticorpo engenheirado às células do próprio paciente. Essa abordagem transforma o corpo humano em um biorreator in vivo, eliminando gargalos massivos de downstream industrial (como purificação por Proteína A e SEC-HPLC) e redefinindo a velocidade e o custo com que podemos responder a surtos infecciosos e demandas oncológicas. Dominar essa esteira tecnológica, da IA à fita de mRNA, é o caminho definitivo para a soberania biotecnológica.
|
|
Posição |
|
Lattes |
|
Melissa Arruda Vieira |
Pós-Doc FAPESP |
melissa.vieira@butantan.gov.br |
https://lattes.cnpq.br/1164547325878449 |
|
Gabriel Correia Lima |
Doutorando FAPESP |
gabriel.lima.esib@esib.butantan.gov.br |
|
|
Ariela Pedro Bom Guilherme |
Doutorando FAPESP |
ariela.bom.esib@esib.butantan.gov.br |
|
|
Bruna de Sousa Melo |
Doutorando FAPESP |
bruna.melo.esib@esib.butantan.gov.br |
|
|
Joyce Araújo de Oliveira |
Mestrando FAPESP |
j.oliveira.esib@esib.butantan.gov.br |
|
|
Julia Remiro Esper |
Mestrando FAPESP |
j.esper@unifesp.br |
https://lattes.cnpq.br/9410327903160508 |
|
Gabriel Laurentino da Silva |
Mestrado Profissional |
gabriel.laurentino@fundacaobutantan.or g.br |
https://lattes.cnpq.br/0461194886457496 |
|
Marielly Câmara Rocha |
Iniciação Científica FAPESP |
mariellyrocha@usp.br |
Egressos
|
Emerson Andrade Shiga |
2018 |
Mestrado |
|
Gabriel Hiro Guedes Kobayakawa Fornel |
2025 |
Iniciação Científica |
Em andamento
PNGP - Programa Nova Geração de Pesquisadores / PI - Auxílio à Pesquisa - Projeto Inicial - Chamada de Propostas (2025) - 2o Ciclo FAPESP 2025/16481-5. Projeto: Desenvolvimento de plataforma de imunoterapia personalizada baseada em nanocorpos sintéticos: Um passo importante na medicina de precisão em saúde pública. Vigência: 01/07/2026 a 30/06/2031
Concluídos
Produtos desenvolvidos pelo grupo
Colaborações nacionais
Grupo da Dra Vivian Costa da Universidade Federal de Minas Gerais
Grupo do Dr Maurício Nogueira da Faculdade De Medicina De São José Do Rio Preto Grupo do Dr Carlos Taborda do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.
Grupo da Dra Andrea Balan do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.
Grupo do Dr Vanderson Rocha e Rodrigo N Ramos do Hospital das Clínicas-USP e
Instituto D’OR.
Grupo do Dr Tiago Medina do Hospital A.C. Camargo.
Grupo do Dr Alexandre Tashima da UNIFESP.
Grupo do Dr Marcio Silva da Universidade Tecnológica Federal do Paraná.
Grupo do Dr Luiz Rizzo do Centro de Pesquisa do Hospital Albert Einstein.
Grupo da Dra Priscilla Zenatti do Centro de Pesquisa do Hospital Boldrini.
Colaborações internacionais
Grupo do Dr Tobias Schatton da Universidade de Harvard, Estados Unidos
Grupo do Dr Ario de Marco da Universidade de Nova Górica, Eslovênia
Grupo do Dr Paul Dalby da University College London, Reino Unido
Grupo da Dra Anna Blakney da The University of British Columbia, Canadá
Grupo do Dr Mathew DeLisa da Universidade de Cornell, Estados unidos.
Grupo da Dra Lorena Itati Ibanez, Universidade de Buenos Aires, Argentina.
Grupo dos Drs Sachdev Sidhu e Shane Miersche da Universidade de Waterloo, Canadá.
Grupo das Dras Maria Marta Amaral, Flávia Sacerdotti e Cristina Ibarra da Universidade de Buenos Aires, Argentina.
Patentes submetidas
Fernandes, Ana Paula ; Coelho, Fabiana Fioravante ; Gazzinelli, Ricardo Tostes ; Lopes, Thiciany Blener ; Ribeiro Teixeira, Santuza M. ; De Castro, Natália Salazar ; Fonseca, Flavio Guimarães ; Bagno, Flávia Fonseca ; Polatto, Juliana ; Luz, Daniela ; Silva, M. A.; Piazza, R. M. F. . ANTICORPO MONOCLONAL E KIT PARA DETECÇÃO DE ANTÍGENO DE SARS-Cov-2 POR IMUNOCROMATOGRAFIA DE FLUXO LATERAL, E USOS. 2023, Brasil. Patente: Privilégio de Inovação. Número do registro: BR1020230261086, título: "ANTICORPO MONOCLONAL E KIT PARA DETECÇÃO DE ANTÍGENO DE SARS-CoV-2 POR IMUNOCROMATOGRAFIA DE FLUXO LATERAL, E USOS" , Instituição de registro: INPI - Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Depósito: 12/12/2023