Sobre o laboratório

O Laboratório de Fisiopatologia investiga as alterações funcionais, estruturais e metabólicas desencadeadas nos organismos em resposta ao envenenamento por animais peçonhentos, com destaque para os efeitos dessas alterações na hemostasia, inflamação e dor. Para compreender as bases biológicas dessas mudanças, são conduzidos estudos de caracterização biológica e bioquímica de venenos animais e toxinas, com ênfase em análises proteômicas e funcionais de venenos de serpentes. Além disso, é avaliada a eficácia da terapia com antiveneno na regeneração de lesões locais induzidas por venenos, tanto isoladamente quanto em combinação com outras terapias, visando o desenvolvimento de novas estratégias de tratamento.

Os estudos de fisiopatologia abrangem diversas áreas, como bioquímica, biologia molecular, imunologia e farmacologia, com o objetivo de determinar descobertas de fármacos para leishmaniose, doença de Chagas e bactérias multirresistentes. São realizados ensaios de atividade biológica in vitro, estudos dos mecanismos de ação de novos fármacos, investigações sobre associação terapêutica e estudos de eficácia em modelos animais.

Além da compreensão dos mecanismos envolvidos nas ações deletérias do envenenamento, o Laboratório de Fisiopatologia desenvolve pesquisas que evidenciam as ações imunomoduladoras de toxinas isoladas de venenos sobre a reprogramação fenotípica e metabólica de macrófagos no controle dos eventos associados à progressão tumoral, bem como sobre as células estromais. Adicionalmente, desenvolve pesquisa em engenharia tecidual, utilizando modelos in vitro tridimensionais em contextos fisiopatológicos, como câncer, fibrose e diabetes, buscando avançar nos estudos de reparo e regeneração de tecidos, com o uso de compostos provenientes de venenos de animais. Paralelamente, trabalha no desenvolvimento de plataforma celular para a incorporação de imunobiológicos, visando avanços em processos bioindustriais e na produção de produtos de interesse em saúde pública.

Estudos com foco nas alterações hemostáticas e inflamatórias em modelos animais, com a finalidade de caracterizar, biológica e bioquimicamente, venenos animais e toxinas e seus efeitos na hemostasia e em processos inflamatórios. Também é analisada a eficácia da terapia com antiveneno e a associação com outras terapias na regeneração das lesões locais induzidas por venenos animais, principalmente os dos gêneros Bothrops, Crotalus e Lonomia, avaliando-se a evolução clínica e laboratorial dos envenenamentos, a fim de melhorar o tratamento soroterápico.

Pesquisador envolvido:

• Luís Roberto de Camargo Gonçalves


São desenvolvidos projetos sobre os seguintes temas: atividade antinociceptiva de venenos de serpentes; efeitos antinociceptivo e anti-inflamatório do peptídeo sintético do C-terminal da proteína S100A9; participação do neutrófilo e da proteína ligante de Cálcio S100A9 no controle da dor inflamatória; e caracterização do envolvimento das plaquetas na gênese da dor inflamatória e na hiperalgesia induzida pelo veneno de serpentes Bothrops jararaca.

Pesquisadora envolvida:

• Renata Giorgi


As pesquisas são realizadas com ênfase na caracterização proteômica e funcional de venenos de serpentes.

Pesquisadora envolvida:

• Karen Morais Zani


A linha de pesquisa estuda protozooses negligenciadas e bactérias multirresistentes; isolamento de metabólitos de baixa massa molecular não proteicos de venenos animais, invertebrados marinhos e toxinas microbianas marinhas para estudos de novos protótipos farmacêuticos; mecanismos de ação de novos candidatos a fármacos; ensaios de atividade biológica in vitro e citotoxicidade; associação terapêutica (isobolograma); e ensaios de eficácia em modelos animais.

Pesquisador envolvido:

• André Gustavo Tempone


São realizados estudos sobre a ação da crotoxina (CTX), principal toxina isolada do veneno de Crotalus durissus terrificus (cascavel), sobre o imunometabolismo. A investigação foca particularmente na função e metabolismo energético de macrófagos e de que forma esta ação imunomoduladora da CTX pode controlar os eventos associados à progressão tumoral, bem como sobre as células estromais, tais como células endoteliais e fibroblastos. Esses estudos são realizados pelo Crotoxin, Matrix and Immunometabolism Research Group, que utiliza modelo de matriz extracelular 3D, sistema in vitro biomimético ao microambiente tumoral e interações heterotípicas.

Pesquisadora envolvida:

• Sandra Coccuzzo Sampaio Vessoni


São utilizados modelos in vitro 3D em contextos fisiopatológicos, tais como câncer, fibrose e diabetes, buscando avançar estudos de reparo e regeneração de tecidos, utilizando compostos de venenos de animais. Adicionalmente, os pesquisadores desenvolvem uma plataforma celular para incorporação de imunobiológicos, com o objetivo de evoluir processos bioindustriais e produtos de interesse em saúde pública.

Pesquisadora envolvida:

• Ellen Emi Kato


Por meio de um projeto institucional, o Centro para Vigilância Viral e Avaliação Sorológica (CeVIVAS), esta linha tem como objetivo a vigilância genômica e o desenvolvimento de ferramentas de bioinformática voltadas a vírus de relevância em saúde pública, como SARS-CoV-2, dengue e influenza. O objetivo é aprofundar a compreensão de suas relações taxonômicas, identificar sua disseminação no território nacional e aprimorar os métodos de classificação. Esta linha propicia ainda o desenvolvimento de estratégias diagnósticas para arboviroses, com o objetivo atender às necessidades diagnósticas dos profissionais da saúde pública, com maior sensibilidade e menor custo.

Pesquisadora envolvida:

• Sandra Coccuzzo Sampaio Vessoni


André Gustavo Tempone
Pesquisador científico
Lattes

Karen Morais Zani
Pesquisadora de laboratório
Lattes

Luís Roberto de Camargo Gonçalves
Pesquisador científico VI
Lattes

Renata Giorgi
Pesquisadora científica VI
Lattes

Sandra Coccuzzo Sampaio Vessoni
Pesquisadora científica VI
Lattes


Bianca Cestari Zychar
Tecnologista de laboratório

Camila Bonfim Morgado
Auxiliar administrativo

Camila Lima Neves
Tecnologista de laboratório

Daiane Mayra Cestaria Silva
Auxiliar de saúde

Daniele Pereira Oréfice
Agente de apoio à pesquisa científica e tecnológica

Ellen Emi Kato
Tecnologista de laboratório

Evanilda Yumi Outi Minomo
Analista de saúde

Jane Souza Gusmão
Auxiliar de laboratório

Renato de Brito Ferreira
Auxiliar de laboratório

Valdirene Maria Barbosa
Técnico de laboratório


• Modelos para estudo de atividades de venenos e toxinas animais

• Modelos para estudo de resposta inflamatória aguda e crônica

• Modelos para estudo de processos de hiperalgesia e analgesia

• Atividade bactericida, antiparasitária (protozooses negligenciadas)

• Atividade máxima das enzimas das vias glicolítica e glutaminolítica

• Cultivo celular

          • Linhagens celulares de mamíferos

          • Plataformas de matriz extracelular tridimensional  para esferoides e heteroesferóides

• Caracterização da localização celular de proteínas por microscopia de fluorescência

• ELISA/ Western Blot

• RT-LAMP: amplificação isotérmica mediada por alça com transcrição reversa para a amplificação de RNA para detecção de patógenos, na construção de teste diagnóstico rápido

• Microscopia intravital

• Histologia


O Laboratório Multiusuário é um espaço dedicado à pesquisa e análise dos mais diversos materiais biológicos, construído a partir do apoio da FINEP, FAPESP e CNPq. Os equipamentos que compõem o Laboratório Multiusuário de Microscopia Intravital, integrado ao Laboratório de Fisiopatologia, são dedicados ao entendimento de eventos dinâmicos da microcirculação. A microscopia intravital (MIV) é uma técnica de imagem óptica que permite a visualização, monitoramento e quantificação de vários eventos biológicos em tempo real, em animais vivos. Esta tecnologia é fundamental para avançar a compreensão dos processos fisiológicos e fenômenos mediados por patógenos em órgãos específicos.

Responsável: Bianca Cestari Zychar

A regulamentação de uso, aplicações e demais normas, procedimentos e informações relacionadas aos equipamentos multiusuários estão publicados no Portal do Butantan.

• Microscópio BX51WIF Olympus, equipado com fluorescência,Câmera Hamamatsu CCD digital ORCA Ⅱe a Câmera colorida DP74 Olympus.

• Axioskop Zeiss, acoplado a câmera Axiocam 305 color para imagens de alta resolução em alta velocidade.