Cargo: Pesquisador Científico VI
Laboratório: Laboratório de Fisiopatologia
Linha de pesquisa:
Contato: (11) 2627- 9743 (secretaria) | 2627-9561 (sala) | renata.giorgi@butantan.gov.br
Graduada em Ciências Farmacêuticas (1988) pelo Centro Universitário Hermínio Ometto localizado em Araras. Possui mestrado (1993) e doutorado (1998) em Patologia Experimental e Comparada pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo (1993). Ingressou como Pesquisador Científico no Laboratório de Fisiopatologia do Instituto Butantan em 1994, onde hoje ocupa o cargo de Pesquisador nível VI. Orientadora no Curso de Especialização em Toxinas de Interesse em Saúde.
Renata Giorgi tem experiência na área de Farmacologia e Patologia. Dedica-se à pesquisa na área da fisiopatologia da dor e inflamação, com foco nos seguintes temas: atividade antinociceptiva de venenos de serpentes; caracterização dos mecanismos periféricos e centrais envolvidos na mediação da dor induzida por venenos ofídicos; efeitos antinociceptivo e anti-inflamatório de peptídeos sintéticos homólogos ao C-terminal da proteína ligante de cálcio S100A9; participação do neutrófilo e da proteína ligante de Cálcio S100A9 no controle da dor inflamatória; envolvimento das plaquetas na gênese da dor inflamatória.
A dor é uma experiência sensorial e emocional complexa que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo. O estudo experimental da dor é essencial para entender os mecanismos envolvidos na fisiopatologia desta condição e buscar tratamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais. Além disso, abre perspectivas para a descoberta de novas moléculas analgésicas, que podem ter implicações significativas para a medicina e a qualidade de vida dos pacientes. A utilização de modelos animais para o estudo da dor propicia a investigação de processos neurobiológicos e bioquímicos que ocorrem durante a experiência dolorosa. Por meio de tratamentos farmacológicos, análises comportamentais e bioquímicas, muitos avanços foram obtidos na compreensão da gênese da dor e no desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para tratar essa patologia.
Nesta linha de pesquisa, os venenos de serpentes são empregados para compreender mecanismos periféricos e centrais envolvidos no processo doloroso, bem como para a busca de moléculas com atividade analgésica. A modulação intrínseca da dor também é um campo bastante relevante na pesquisa científica, considerando o balanço entre reações excitatórias e inibitórias, bem como a ação pró e anti-inflamatória de substâncias endógenas. Nesse contexto, a abordagem do envolvimento de plaquetas, neutrófilos, a proteína S100A9 encontrada em leucócitos e do peptídeo sintético homólogo a essa proteína, suportam as investigações relacionadas a esta linha de pesquisa. Esses estudos visam desvendar os mecanismos fisiopatológicos da dor, bem como obter moléculas analgésicas derivadas de substâncias produzidas endogenamente.
Programa de Especialização em Toxinas de Interesse em Saúde da Escola Superior do Instituto Butantan
Alunos atuais
Raissa Cristina Darroz Corrêa - Mestrado em TOXINOLOGIA, Instituto Butantan, bolsa: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
Maria Eduarda Palandi Camilo - Programa de Especialização em Toxinas de Interesse em Saúde da Escola Superior do Instituto.
Celuane Oliveira Mani – Programa de Especialização em Toxinas de Interesse em Saúde da Escola Superior do Instituto Butantan.
Colaborações
Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade de São Paulo.
Instituto de Ensino e Pesquisa, Hospital Sírio Libanês.
Instituto de Pesquisa Energéticas e Nucleares
CURY, Y. ; PICOLO, G. ; KONNO, K. ; GIORGI, R. ; BRIGATTE, P. ; GUTIERREZ, VANESSA PACCIARI ; CAMARGO, A C M . COMPOSTOS ANÁLOGOS A PEPTÍDEOS ANALGÉSICOS DERIVADOS DE VENENO DE SERPENTES CROTALUS DURISSUS TERRIFICUS, SEUS USOS, COMPOSIÇÕES, MÉTODOS DE PREPARAÇÃO E DE PURUFICAÇÃO. 2005, Brasil.
Patente: Privilégio de Inovação. Número do registro: PI05023998, título: "COMPOSTOS ANÁLOGOS A PEPTÍDEOS ANALGÉSICOS DERIVADOS DE VENENO DE SERPENTES CROTALUS DURISSUS TERRIFICUS, SEUS USOS, COMPOSIÇÕES, MÉTODOS DE PREPARAÇÃO E DE PURUFICAÇÃO" , Instituição de registro: INPI - Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Depósito: 02/05/2005; Concessão: 02/05/2018.