O Laboratório Estratégico de Diagnóstico e Analítico (LED) foi criado em março de 2020 sob a diretoria do Centro de Desenvolvimento Científico para atender à demanda diagnóstica da Covid-19. Estruturado em condições de Boas Práticas de Laboratório (BPL), com rastreabilidade e altamente equipado, o LED passou a ser estratégico para internalizar processos bioanalíticos. Hoje, o laboratório oferece suporte técnico e científico para a realização de diagnósticos precisos e análises avançadas em diversas áreas da pesquisa biomédica.
Em ambientes regulatórios, suas unidades são estratégicas para o processamento de amostras de estudos clínicos, onde a automação contribui diretamente para o cumprimento de BPL e das exigências de agências reguladoras como ANVISA e FDA. Assim, o LED contribui para a inovação científica, a resolução de problemas de saúde pública e o desenvolvimento de novas tecnologias de diagnóstico.
Conheça as unidades do LED:
Essa plataforma molecular de alta sensibilidade e especificidade permite a detecção rápida e precisa de material genético viral por RT-PCR (transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase). Assim, é fundamental para o acompanhamento de estudos clínicos de vacinas desenvolvidas pelo Instituto Butantan, como influenza, dengue, Zika, Covid-19, chikungunya e VSR.
O estabelecimento dessa infraestrutura molecular interna garantiu agilidade nas análises durante a pandemia da Covid-19, coordenando os 6 milhões de testes moleculares realizados pela Rede de Diagnóstico do Estado de São Paulo. Hoje, mantém sua capacidade de resposta rápida com menor dependência de serviços terceirizados e maior controle sobre a logística de amostras, armazenamento e rastreabilidade dos resultados, aspectos críticos para o cumprimento dos cronogramas de desenvolvimento clínico.
A unidade é composta por plataformas comerciais automatizadas e representa um avanço estratégico para centros de pesquisa em termos de desenvolvimento tecnológico e de diagnóstico em saúde pública. A automatização de processos sorológicos traz maior reprodutibilidade, rastreabilidade e escalabilidade às análises, reduzindo a variabilidade humana e aumentando a segurança dos resultados. Além disso, a automação libera recursos humanos altamente capacitados para tarefas mais analíticas e interpretativas e para o desenvolvimento e aprimoramento dos testes, promovendo maior eficiência operacional e reduzindo o tempo de resposta em demandas críticas de saúde.
Esse tipo de plataforma é essencial para a padronização de ensaios imunológicos, como ELISA, quimioluminescência e imunoensaios multiplexados, que são amplamente utilizados na detecção de anticorpos, antígenos e marcadores imunológicos em estudos clínicos, epidemiológicos e vacinais.
A sorologia automatizada também permite altíssimo rendimento de amostras, o que é particularmente relevante em contextos de vigilância sorológica de larga escala, validação de vacinas e monitoramento imunológico populacional, que foram as principais ações do Instituto Butantan durante o monitoramento do vírus SARS-CoV-2 na pandemia.
O diagnóstico imunológico automatizado, por meio de plataformas dedicadas à execução de ensaios como ELISA, hemaglutinação e inativação viral, é uma infraestrutura estratégica para o Instituto Butantan no acompanhamento de estudos clínicos. É fundamental para a detecção e quantificação de anticorpos específicos gerados em resposta à vacinação, permitindo a avaliação direta da imunogenicidade, um dos principais desfechos em ensaios clínicos de vacinas.
Ensaios de ELISA automatizados permitem a análise quantitativa ou semi-quantitativa de anticorpos neutralizantes ou de ligação, enquanto testes de inibição da hemaglutinação (HI) são especialmente relevantes para vacinas contra influenza. Já os ensaios de inativação viral (ou soroneutralização) são considerados padrão-ouro para mensurar a capacidade funcional dos anticorpos em neutralizar os vírus, sendo fundamentais na avaliação da resposta protetora induzida pelas vacinas.
Desta forma, essa unidade dá suporte para a geração de dados clínicos robustos, o avanço das fases clínicas e o registro regulatório dos imunobiológicos.
É estruturado para atuar de forma estratégica e multidisciplinar no avanço da ciência e tecnologia por meio do domínio de plataformas ômicas de alta complexidade. Entre suas principais competências, destacam-se a capacidade de realizar o sequenciamento e análise de genomas completos, transcriptomas e metagenomas, bem como a identificação de variantes genéticas e expressão diferencial de genes. No âmbito proteômico, o centro realiza a identificação, quantificação e análise de modificações pós-traducionais de proteínas por espectrometria de massas, contribuindo para a elucidação de mecanismos moleculares em diversos sistemas biológicos. Integrados, os dados genômicos, transcriptômicos e proteômicos permitem análises em larga escala, contribuindo para os estudos em biologia de sistemas e identificação de biomarcadores.
Além disso, por meio do Centro para Vigilância Viral e Avaliação Sorológica (CeVIVAS), a unidade tem sido essencial na vigilância genômica de vírus, com aplicação direta na saúde pública, por meio do monitoramento de variantes e apoio na resposta a surtos e epidemias. Com infraestrutura de ponta, incluindo sequenciamento de nova geração, espectrometria de massas e ambientes de computação de alto desempenho, o centro consolida-se como referência na geração e interpretação de dados ômicos, impulsionando a inovação científica, tecnológica e biomédica.
Em um cenário ampliado, a área também atua na vigilância ativa de variantes virais, fornecendo dados estratégicos para a adaptação contínua de vacinas frente às mutações virais emergentes, fortalecendo o Instituto Butantan como líder nacional em imunobiológicos e como referência científica e tecnológica para o Sistema Único de Saúde (SUS).