Cargo: Pesquisadora de laboratório
Laboratório: Laboratório de Bioquímica
Linha de pesquisa: papel da proteostase celular e da epigenética em patologias como o câncer e doenças cardiovasculares
Contato: (11) 2627-9745 / 6751 | leijiane.sousa@fundacaobutantan.org.br
Lattes|https://lattes.cnpq.br/8893526153652975
Web of Science|https://www.webofscience.com/wos/author/record/F-8735-2017
Google Scholar|https://scholar.google.com/citations?hl=pt-BR&user=xsR8OpUAAAAJ&view_op=list_works
ORCID|https://orcid.org/0000-0001-6303-0897
Biblioteca FAPESP|https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/676371/leijiane-figueira-de-sousa
Repositório Butantan|https://repositorio.butantan.gov.br/entities/person/b8c32799-17b4-457f-9d50-e89faaf7b54f
Graduada em Enfermagem pela Universidade do Estado do Pará e em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Oeste do Pará. Realizou sua formação de pós-graduação no Instituto Butantan, onde obteve os títulos de Mestre e Doutora em Ciências, com ênfase em Toxinologia. Complementou sua formação com pós-doutoramentos em Patologia Molecular do Câncer na Faculdade de Odontologia da USP (FOUSP) e em Bioquímica e Biofísica de Proteínas, no Instituto de Química de São Carlos (IQSC-USP). Desde 2026 é pesquisadora no Laboratório de Bioquímica e Biofísica do Instituto Butantan, onde desenvolve linhas de pesquisa voltadas ao estudo da proteostase celular e da epigenética em condições patológicas como o câncer, além de atuar em análises estruturais e funcionais aplicadas ao potencial biotecnológico de toxinas de venenos animais com ação na hemostasia.
A linha de pesquisa que desenvolve concentra-se na intersecção entre a Toxinologia Aplicada e a Biologia Celular e Molecular, com ênfase no papel da proteostase celular e da epigenética em patologias como o câncer e doenças cardiovasculares. Sua trajetória acadêmica explora como toxinas isoladas de venenos animais e compostos bioativos interagem com sistemas biológicos, atuando na modulação da hemostasia e como potenciais agentes antitumorais.
Atualmente, dedica-se ao estudo dos mecanismos de regulação da proteostase via Autofagia Mediada por Chaperonas (CMA) e das modificações epigenéticas associadas à oncogênese. O objetivo central de suas pesquisas é investigar vias de sinalização celular e interações moleculares (proteína-proteína e proteína-ligante) para identificar novos alvos terapêuticos e desenvolver soluções biotecnológicas para doenças relacionadas ao desequilíbrio proteostático. Em seus projetos atuais, emprega abordagens multiômicas, bioinformática, ensaios funcionais e análises estruturais para desvendar as bases moleculares e biofísicas da interação entre chaperonas, co-chaperonas e substratos proteicos envolvidos com a CMA, no contexto do Carcinoma Epidermoide de Boca (CEB).
Palavras-chave: Proteostase; Autofagia Mediada por Chaperonas; Epigenética; Câncer; Toxinologia Aplicada.
Resumo da linha de pesquisa
A homeostase de um organismo depende da integridade de seu proteoma e de um controle refinado da expressão gênica. A proteostase (homeostase proteica) é o processo pelo qual as células coordenam a síntese, o enovelamento, o tráfego e a degradação de proteínas. Falhas nesses mecanismos estão na base de diversas patologias, incluindo doenças neurodegenerativas, cardiovasculares e o câncer.
Um dos pilares desse controle é a Autofagia Mediada por Chaperonas (CMA), que direciona proteínas específicas para a degradação lisossomal. Evidências recentes indicam que a desregulação da CMA favorece a progressão e o stemness de vários tipos de câncer, estabilizando oncoproteínas, degradando supressores tumorais e facilitando a metástase. Paralelamente, a epigenética regula a interpretação do genoma, sendo a metilação do DNA e modificações de histonas cruciais para a identidade celular. A convergência entre a regulação epigenética e a degradação proteica controlada abre caminho para uma Terapêutica direcionada à Degradação de Proteínas (TDP).
A integração de abordagens multiômicas avançadas, bioinformática e ensaios funcionais é, portanto, essencial para traduzir o conhecimento sobre esses mecanismos em inovações biotecnológicas de alto impacto para a saúde pública. Uma das fronteiras mais promissoras nessa área é o desenvolvimento de moléculas quiméricas (CMATACs) que recrutam a maquinaria de autofagia para degradar alvos antes considerados "undruggable", representando um marco inovador tanto na terapêutica do câncer quanto de patologias associadas ao desequilíbrio proteostático.
A Toxinologia Aplicada surge nesse contexto como uma ferramenta exploratória valiosa, haja vista toxinas e compostos bioativos de venenos animais funcionarem como moduladores biológicos incrivelmente versáteis. Essas moléculas podem ser utilizadas tanto para estudar novas vias envolvidas com o controle da proteostase, quanto como “modelos” para o design de novos agentes terapêuticos que tenham como alvo proteínas específicas.
Atuais
Yves Augusto Fusco – Iniciação científica (Bolsista PIBIC) - https://lattes.cnpq.br/7859559976168292
Júlia Soares da Cunha – Estagiário - https://lattes.cnpq.br/3605784167531590
Egressos
2024 - Beatriz Marcelli Correia Henrique – Iniciação científica (Voluntário)
2024 - Thainá Pacheco Moraes - Iniciação Científica (Bolsista PIBIC)
2023 - Larissa Cavalcante do Nascimento - Iniciação Científica (Bolsista PIBIC)
2022 - Marina Paraluppi - Iniciação Científica (Bolsista PUB)
2018 - Bruna de Lima Cardoso - Iniciação Científica (Bolsista PIBIC)
2026 – Bases moleculares e biofísicas da interação entre a Hsc70, co-chaperonas e substratos oncogênicos envolvidos na progressão do CEC
2025 – Identificação dos sítios de fosforilação da Hsp90 de Leishmania braziliensis por ferramentas de bioinformática e espectrometria de massas
Instituto de Química de São Carlos (IQSC) – Universidade de São Paulo
Faculdade de Odontologia - Universidade de São Paulo
Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) – Universidade Federal de São Paulo
Departamento de Bioquímica da Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo
Prêmios
2024 - Menção honrosa, modalidade pôster, com o trabalho "Antitumor effects of the isoflavonoid Brazilin on cancer stem cells from Oral Squamous Cells Carcinoma", Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental - FeSBE.
2021 - Menção honrosa, modalidade pôster, com o trabalho "Avaliação dos Efeitos Antitumorais de Compostos Naturais em Linhagens Celulares de Carcinoma Mucoepidermoide de Glândula Salivar", Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental - FeSBE.
2020 - Menção honrosa, modalidade apresentação oral, com o trabalho “Efeito de Fármacos Inibidores de Histonas Deacetilase sobre Células Tronco Tumorais de Carcinoma Mucoepidermoide de Glândula Salivar”, Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica - SBPqO.
2018 - Best short talk “Bothrops atrox (common lancehead) snake venoms from Brazilian Amazon: effects on blood coagulation and reactivity with antivenom”, Snakebites Conference - from science to Society, Leiden - Netherland.
2018 - Menção honrosa com o trabalho “Mecanismos envolvidos nos distúrbios hemostáticos induzidos por venenos de Bothrops atrox da Amazônia brasileira: implicações ecológicas e para soroterapia dos envenenamentos", Pós-graduação em Toxinologia do Instituto Butantan.
2016 - 3º Lugar no VI Prêmio Fundação Butantan, Instituto Butantan.
2014 - 2º Lugar no IV Prêmio Fundação Butantan, Instituto Butantan.
Entrevistas
2025 - Biotec Days 6ª Edição - iHDACs e Tumores Salivares: análise proteômica e funcional
2020 – Projeto de Extensão “Skype a scientist” (UESPI).