Cargo: Pesquisadora científica VI
Laboratório: Laboratório de Bioquímica
Linha de pesquisa: Biologia Redox
Contato: (11) 2627-9749 / 99800-4644 | marilene.demasi@butantan.gov.br
Lattes|https://lattes.cnpq.br/0774104601063155
Google Scholar|https://scholar.google.com.br/citations?user=noXRPYsAAAAJ&hl=pt-BR&oi=ao
Web of Science|https://www.webofscience.com/wos/author/rid/E-5873-2012
Farmacêutica pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), com doutorado em Bioquímica pelo Instituto de Química da USP e pós-doutorado na University of Southern California, nos Estados Unidos, em metabolismo de proteínas oxidadas. Possui experiência na área de Biologia Redox, com ênfase na degradação de proteínas oxidadas pelo sistema ubiquitina-proteassomo e bioprospecção de compostos moduladores proteolíticos. Integra o CEPID/FAPESP de Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma). É bolsista de Produtividade da Fundação Butantan.
O sistema ubiquitina-proteassomo (UPS) é responsável pela degradação de aproximadamente 80% das proteínas intracelulares. Proteínas regulatórias ou sinalizadoras são modificadas por uma cauda de poli-ubiquitina e reconhecidas pela unidade regulatória denominada de 19S do proteassomo (protease do sistema). Porém, proteínas oxidadas são degradadas pela unidade catalítica do proteassomo (não acoplada a unidades regulatórias), denominada de unidade 20S (PT20S) sem a necessidade da modificação pós-traducional de poli-ubiquitinação. Esse processo de degradação de proteínas oxidadas pelo PT20S é considerado resposta adaptativa ao estresse oxidativo e tem grande impacto no metabolismo intracelular. Nosso grupo tem como foco investigar a degradação de proteínas oxidadas pelo PT20S.
Nosso grupo foi pioneiro na demonstração de que o PT20S sofre modificação pós-traducional oxidativa denominada de S-glutationilação. Essa modificação permite aumento da velocidade de degradação de proteínas oxidadas mediante estresse oxidativo intracelular.
A inibição da atividade catalítica do proteassomo induz as células a apoptose. Esse efeito tem motivado intensa investigação de moléculas inibidoras do proteassomo, enquanto ferramenta terapêutica anti-tumoral com exemplos bem-sucedidos na clínica médica. Nosso grupo investiga o potencial de drogas de origem natural e sintéticas para inibição do proteassomo. Outra abordagem é a ativação do proteassomo enquanto estratégia para a prevenção de agregação proteica em modelo celular de Esclerose Lateral Amiotrófica.
Orientadora nos programas PIBIC e Estágio Curricular obrigatório vinculados à ESIB (Escola Superior do Instituto Butantan)
Orientadora de Pós-graduação em programas externos em unidades da USP