O Laboratório de Biologia Estrutural realiza pesquisas voltadas para a morfologia (histologia e ultraestrutura), atuando na zoologia de anfíbios e répteis da fauna brasileira. Seu foco é principalmente a defesa contra predadores, microrganismos e dessecação.
Nos anfíbios, são estudadas a pele e as glândulas de veneno, visando os mecanismos de defesa, inclusive os comportamentais. Nos lagartos e anfisbênias, as pesquisas focam nas glândulas feromonais, relacionando-as com a história natural e comportamento desses animais, já que secreções dessas glândulas são suas principais vias de comunicação intra e interespecífica. Outros aspectos morfológicos vêm sendo abordados quando se mostram de importância para a adaptação dos animais ao meio ambiente, principalmente no que diz respeito às anfisbênias e aos anfíbios gimnofionos, mas também às serpentes.
Visando futuras aplicações, são realizadas interações com outros grupos de pesquisa, especialmente nas áreas de Bioquímica, Farmacologia e Microbiologia, visando aliar os estudos morfológicos ao conhecimento das secreções e suas ações biológicas. Por outro lado, o laboratório dá o suporte morfológico e zoológico a vários projetos de pesquisa do próprio Instituto Butantan ou de outras instituições.
Atualmente, a Biologia Estrutural possui uma plataforma completa em morfologia, acessível a toda a comunidade científica. Além disso, realiza divulgação científica, treinamentos em técnicas morfológicas e cursos de pós-graduação e de extensão sobre microscopia, morfologia funcional, anatomia comparada, evolução e biologia de anfíbios. O laboratório é credenciado nos programas de Pós-Graduação em Toxinologia do Instituto Butantan e no Programa em Zoologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP).
Estuda a morfologia do tegumento de anfíbios, a bioquímica das secreções cutâneas e as suas atividades biológicas. A partir do conhecimento de sua biologia, as espécies são selecionadas para análise, seguindo critérios promissores do ponto de vista farmacológico ou biotecnológico. Estudam-se também características do tegumento identificadas como importantes na adaptação dos animais aos seus habitats.
Pesquisadores envolvidos:
• Carlos Jared
• Marta Maria Antoniazzi
Tem como objetivo estudar a morfologia de glândulas feromonais em lagartos, serpentes e anfisbênias para compreender o seu papel na comunicação química desses animais. Concentra-se no estudo das glândulas pré-cloacais de anfisbênias, nas glândulas femorais de lagartos e nos sacos anais de algumas serpentes.
Pesquisadores envolvidos:
• Marta Maria Antoniazzi
• Carlos Jared
Visa o conhecimento principalmente das anfisbênias, das serpentes Scolecophidia e dos anfíbios ápodos (cecílias), animais cuja biologia é inacessível devido aos hábitos subterrâneos. Na maior parte das vezes, esse estudo é realizado indiretamente por meio da análise de características morfológicas, fisiológicas e comportamentais.
Pesquisadores envolvidos:
• Carlos Jared
• Marta Maria Antoniazzi
Estuda os aspectos da interação entre gambás do gênero Didelphis e serpentes venenosas, a fim de se obter dados sobre o comportamento de predação desses mamíferos e o seu mecanismo de resistência ao veneno ofídico.
Pesquisadores envolvidos:
• Carlos Jared
• Marta Maria Antoniazzi
A pele dos anfíbios é rica em compostos antimicrobianos que atuam na defesa química contra microrganismos, constituindo uma fonte promissora de novas moléculas. Destacam-se as propriedades antibacterianas e antifúngicas, além da atuação na regeneração tecidual e no controle de hipertensão, inflamação e tumores. A partir de uma abordagem multidisciplinar, o laboratório busca contribuir para a compreensão do papel desses compostos na biologia dos anfíbios e no seu potencial para uso terapêutico.
Pesquisadores envolvidos:
• Janice Onuki
• Carlos Jared
• Marta Maria Antoniazzi
Beatriz Maurício
Tecnologista de laboratório
Pedro Luiz Mailho Fontana
Tecnologista de laboratório
Simone Gonçalves Silva Jared
Tecnologista de laboratório
Lorrany Rodrigues Romeu
Auxiliar de laboratório
Mariza Valsechi dos Santos
Analista administrativo
• Histologia
• Histoquímica
• Microscopia eletrônica de transmissão
• Microscopia eletrônica de varredura
• Microscopia de varredura confocal a laser
• Microscopia de luz
• Imuno-histoquímica
• Imunofluorescência
• Cultivo celular
• Microscópio eletrônico de varredura FEI Quanta 250
• Microscópio eletrônico de transmissão Zeiss LEO 906E
• Microscópio invertido confocal de varredura a laser Leica TCS SP8
• Evaporador "sputtering" Leica EM SCD050
• Secador por ponto crítico Leica CPD030
• Ultramicrótomo automático Leica EM UC7, com acessório para criocortes
• Ultramicrótomo automático Leica EM UC6
• Knifemaker LKB 7800
• Knifemaker Leica EM KMR2
• Microscópio eletrônico de varredura FEI Quanta 250
• Microscópio eletrônico de transmissão Zeiss LEO 906E
• Microscópio invertido confocal de varredura a laser Leica TCS SP8
• Estereomicroscópio Olympus SZX7
• Secador por ponto crítico Leica CPD030
• Microscópio de luz Olympus BX51
• Microscópio de luz Olympus BX41
• Processador de tecidos para histologia Leica TP1020