Cargo: Pesquisadora científica
Laboratório: Laboratório de Toxinologia Aplicada
Linha de pesquisa: toxinas de peixes peçonhentos como ferramentas moleculares para o estudo dos mecanismos subjacentes aos processos inflamatórios
Contato: (11) 2627-9733 (escritório) / 3757 (secretaria) | carla.lima@butantan.gov.br
Formada em Farmácia (UFJF) com especialização em Indústria, minha trajetória acadêmica foi consolidada com um Doutorado em Imunologia e um Pós-Doutorado em Farmacologia pela USP de São Paulo. Desde 2004, atuo como pesquisadora no Laboratório de Toxinologia Aplicada (LETA) do Instituto Butantan, onde exerci a vice-diretoria entre 2015 e 2019 e sou responsável-adjunta da Plataforma Zebrafish desde 2015. Minha experiência integra pesquisa translacional de ponta e gestão científica. Na gestão pública, liderei o planejamento, captação e uso racional de recursos para projetos em Imunologia, Farmacologia e Toxicologia, otimizando a tomada de decisões e agilizando processos de pesquisa. No laboratório, conduzo uma linha de investigação inovadora que utiliza toxinas de peixes peçonhentos como ferramentas moleculares e o modelo alternativo do zebrafish para desvendar os mecanismos dos processos inflamatórios. Atualmente, meu foco está no potencial translacional da proteína Natterina, investigando-a como uma nova reguladora chave da ativação do inflamassoma. Minha missão é traduzir a excelência da pesquisa básica em aplicações práticas, combinando gestão eficiente de projetos e metodologias inovadoras para formar novas gerações de cientistas e acelerar o desenvolvimento de soluções para a saúde.
O principal foco de minha linha de pesquisa é usar toxinas de peixes peçonhentos como ferramentas moleculares para o estudo dos mecanismos subjacentes aos processos inflamatórios, recapitulando em embriões de zebrafish processos inflamatórios imunomediados.
Teleósteos como modelo para estudar ligantes e receptores importantes envolvidos na resposta imune têm sido utilizados para identificar características que são conservadas evolutivamente. A robustez da sua resposta imune inata e adaptativa, reconhecendo e erradicando todas as classes de patógenos presentes em ambientes ecologicamente divergentes, certamente contribuiu para o grande número de espécies neste grupo. Embora um grande conhecimento sobre o inflamassoma tenha sido obtido em um modelo murino, o zebrafish pode oferecer uma perspectiva evolutiva sobre componentes e conceitos que são altamente conservados. Descobertas recentes destacaram a existência de receptores típicos ou moléculas de teleósteos necessárias para interagir como interface entre receptores de reconhecimento de padrões e receptores do complexo inflamassoma. Natterinas são proteínas formadoras de poros que foram descobertas no veneno do peixe de importância médica Thalassophryne nattereri. Em vertebrados, homólogos de natterina ou natterina-like estão abundantemente presentes em 109 peixes, incluindo zebrafish os quais foram descritos como moléculas imunes efetoras. Dada a sua conservação evolutiva, sua ampla expressão em tecidos envolvidos na imunidade contra infecções e também seu papel fundamental no desenvolvimento, nós consideramos a hipótese de que membros da família Natterina podem estar envolvidos na co-regulação da ativação inflamassoma.
Trabalhamos na Plataforma Zebrafish e utilizamos embriões de zebrafish como modelo organismo alternativo em linha com a filosofia 3Rs (redução, refinamento e substituição). Além do biotério de zebrafish, a Plataforma dispõe para a execução projetos de pesquisa e inovação de laboratórios integrados e técnicos com alta especialização técnica em métodos de cultivo, modelo in vivo de doenças ou de inflamação e infecção em larvas de zebrafish, purificação e analise citometrica celular; edição genica por Morfolino, CRISPR/Cas9, superexpressão (mRNA sintéticos), análises dos transcritos por hibridização in situ/whole-mount e RT-PCR quantitativo e de proteínas por Western Blot e ELISA, imunolocalização por imunofluorescência e imunohistoquímica, dinâmica celular por microscopia intravital, testes toxicológicos como FET Tests, cardiotoxicidade, teratogenicidade, neurotoxicidade e metabólicos como nefrotoxicidade e hepatotocicidade, testes do perfil comportamental de larvas como preferência claro/escuro, resposta de alarme e resposta visual motora.
PPGTox do Instituto Butantan
Atuais
Manuela Jacobina de Sá. Bolsista Iniciação Científica Fapesp (2025/09570-1) - Instituto Butantan
Felipe Justiniano Pinto. Bolsista Doutorado Fapesp (2024/16448-5) - PPGTox do Instituto Butantan
Darlan Gusso, Bolsista Pós-Doc Fapesp (2023/10147-0). Instituto Butantan.
Egressos
Lidiane Zito Grund
Evilin Naname Komegae
Edson Kiyotaka Ishizuka
Ana Carolina de Seni Silva
Aline Ingrid Andrade de Barros
Em andamento
1. Os membros da Família Natterina em zebrafish são capazes de interagir com sensores citosólicos e ativar o inflamassoma?
Processo: 2024/01076-5
Linha de fomento: Auxílio Regular Fapesp
Vigência: 01 de Novembro de 2024 a 31 de Outubro de 2026
2. Center for Toxins, Immune Response, and Cell Signaling (CeTICS).
Linha de fomento: Auxilio Pesquisa CEPID
Agência Financiadora: FAPESP Processo: 2013/07467-1
Vigência: 01/07/2013 a 30/06/2025
Concluídos
Avaliação da importância funcional de proteínas da família Natterin na ativação do inflamassoma em zebrafish
Processo: 21/06084-8
Linha de fomento: Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2021 - 30 de novembro de 2023
Avaliação do papel do inflamassoma na inflamação neutrofílica induzida por toxinas formadoras de poros, Natterinas
Processo: 18/17413-0
Linha de fomento: Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2019 - 29 de fevereiro de 2020
A549; BEA5-2B; CCL-228 (SW480 - GM-CSF); CCL-34 (MDCK); CRL-1730; CRL-1772 (C2C12); HeLa; J558L (GM-CSF); L929 (M-CSF); NCIH292; R46A2 (anti-IFN-γ); WEHI-3 (IL-3)
1. Valerie F. Quesniaux e Bernhard Ryffel da Experimental Allergy and Immunology Unit of the Lung Inflammation Laboratory of the Transgenose Institute. CNRS em Orleans na França
2. Richard Harris do Australian Institute of Marine Science
3. Christine Hafner, Heimo Breiteneder e Tanja Kalic do Institute of Pathophysiology and Allergy Research, Center for Pathophysiology, Infectiology and Immunology, Medical University of Vienna, Vienna, Austria
Entrevistas
Veneno de peixe: a pesquisa do Butantan que foi revisada por crianças. BBC News, p. 1, 01 ago. 2023. Lima, C.; Lopes-Ferreira, M.; Disner, GR and Biernath A.