Cargo: Pesquisador científico VI
Laboratório: Laboratório de Ecologia e Evolução
Linha de pesquisa: Taxonomia, sistemática, biologia, comportamento, faunística e conservação de aracnídeos
Contato: (11) 2627-9811 / 9794 | rogerio.bertani@butantan.gov.br
Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade São Judas Tadeu (1988), Mestre (1998) e Doutor (2002) em Ciências pela Universidade de São Paulo – USP (área de Zoologia). Durante o mestrado trabalhou com taxonomia e sistemática de aranhas-caranguejeiras da família Theraphosidae, na revisão de gêneros importantes que ocorrem no Brasil, principalmente na região Sudeste e Sul. Apresentou a primeira análise cladística morfológica para aranhas-caranguejeiras da família Theraphosidae no Brasil, e uma das primeiras no mundo. Identificou estruturas homólogas nos palpos dos machos de Theraphosidae e propôs terminologia amplamente utilizada atualmente nas pesquisas de taxonomia com esses animais. No doutorado realizou trabalho morfológico comparativo das cerdas urticantes de aranhas-caranguejeiras da família Theraphosidae das Américas, produzindo informações importantes para entender a evolução das cerdas urticantes nesses animais, o seu uso na taxonomia e sistemática e ainda ajudando a compreender aspectos da biologia e ecologia das aranhas-caranguejeiras. O primeiro contato com o Instituto Butantan e os pesquisadores da instituição ocorreu quando ainda era adolescente, em 1975. Foi estagiário do Laboratório de Herpetologia em 1988 e do Laboratório de Artrópodes de 1989 a 1994. Ingressou como pesquisador científico no Laboratório de Artrópodes em 1994.
Taxonomia, sistemática, biologia, comportamento, faunística e conservação de aracnídeos, principalmente aranhas-caranguejeiras (Mygalomorphae) e aracnídeos de importância em saúde – aranhas dos gêneros Phoneutria, Loxosceles, Latrodectus e escorpiões do gênero Tityus.
São conhecidas mais de 50 mil espécies de aranhas e quase 3 mil espécies de escorpiões. As maiores espécies de aranhas estão concentradas na família Theraphosidae, que possui mais de mil espécies distribuídas pela maior parte das regiões tropicais e subtropicais do planeta. O Brasil é o país mais rico em espécies de Theraphosidae, com cerca de 200 espécies conhecidas. São popularmente conhecidas no Brasil como aranhas-caranguejeiras e no exterior como tarântulas. Pelo tamanho e aparência hirsuta são temidas pela população, mas não oferecem perigo aos seres humanos. Como predadoras de topo de cadeia aliementar são importantes para o equilíbrio ecológico. Diversas moléculas com interessantes propriedades farmacológicas já foram isoladas do veneno ou da hemolinfa das caranguejeiras, incluindo antimicrobianos, antiarrítmicos e antitumorais. Trabalho há mais de 30 anos com essas aranhas, e, em revisões sozinho ou em colaborações, revisei gêneros importantes, como Vitalius, Nhandu, Eupalaestrus, além da revisão total de duas importantes subfamílias que tem hábitos arborícolas ou semi-arborícolas: Aviculariinae e Psalmopoeinae. Realizei diversas análises cladísticas morfológicas resultando em hipóteses de relacionamento entre as espécies. Descrevi sozinho ou em colaborações mais de 70 espécies de caranguejeiras da família Theraphosidae, ou 6% do total de espécies conhecidas.
São considerados de importância em saúde no Brasil as aranhas pertencentes aos gêneros Phoneutria (aranha-armadeira), Loxosceles (aranha-marrom) e Latrodectus (Viúva-negra); e os escorpiões do gênero Tityus. Tenho trabalhado na taxonomia e distribuição geográfica dessas espécies. Publicamos revisão das espécies de Phoneutria com informações sobre a distribuição das espécies. Doze espécies novas de aranhas-marrons foram descritas por nós, mais do que dobrando o número de espécies registradas para o Brasil. Recentemente tenho trabalhado com a espécie Tityus obscurus, tentando entender a distribuição geográfica da espécie e sua relação com espécies próximas. Sou autor principal dos capítulos “Aranhas de importância em Saúde” e “Quilópodes e Diplópodes” do “Guia de Animais Peçonhentos do Brasil”, publicado pelo Ministério da Saúde.
Biodiversidade – UNESP
1. BERTANI, R. 2023. Taxonomic revision and cladistic analysis of Lasiodora C. L. Koch, 1850 (Araneae, Theraphosidae) with notes on related genera. Zootaxa 5390: 1-116.
2. MORI, A. & BERTANI, R. 2020. Revision and cladistic analysis of Psalistops Simon, 1889, Trichopelma Simon, 1888 and Cyrtogrammomma Pocock, 1895 (Araneae: Theraphosidae) based on a cladistic analysis of relationships of Theraphosidae, Barychelidae and Paratropididae. Zootaxa 4873: 1-132.
3. FUKUSHIMA, C.S. & BERTANI, R. 2017. Taxonomic revision and cladistic analysis of Avicularia Lamarck, 1818 (Araneae, Theraphosidae, Aviculariinae) with description of three new aviculariine genera. Zookeys 659: 1-185.
4. BERTANI, R. 2001. Revision, cladistic analysis, and zoogeography of Vitalius, Nhandu, and Proshapalopus, with notes on other theraphosine genera (Araneae, Theraphosidae). Arquivos de Zoologia 36(3): 265-356.
5. BERTANI, R. 2000. Male palpal bulbs and homologous features in Theraphosinae (Araneae, Theraphosidae). The Journal of Arachnology 28: 29-42.
Atuais
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Posição |
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lattes |
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Isabella Rodrigues Francatti |
Doutoranda |
isabella.francatti.esib@esib.butantan.gov.br |
http://lattes.cnpq.br/5398712541894778 |
Egressos
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Naila Amanda Sousa dos Santos |
2023 |
Mestrado (coorientação) |
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Marlus Queiroz Almeida |
2022 |
Doutorado (coorientação) |
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Leandro Malta Borges |
2019 |
Mestrado (coorientação) |
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Yeimy Lizeth Cifuentes Gil |
2018 |
Mestrado |
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André Mori Di Stasi |
2018 |
Doutorado |
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Irene Soliz Revollo |
2016 |
Mestrado |
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Caroline Sayuri Fukushima |
2013 |
Pós-doutorado |
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Caroline Sayuri Fukushima |
2011 |
Doutorado (coorientação) |
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Roberto Hiroaki Nagahama |
2010 |
Mestrado |
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Rosana Martins |
2007 |
Mestrado |
Em andamento
Manifestações clínicas do escorpionismo e distribuição de espécies de escorpiões de interesse em saúde no estado do Pará.
Vigência: março/2023 a fevereiro/2025
Concluídos
1– Auxílio à Pesquisa – FAPESP (2015/19976-3). Coordenador.
A família Barychelidae na região Neotropical (Araneae, Mygalomorphae).
Vigência: 01.02.2016 a 31.07.2018.
2– Universal – CNPq (484363/2013-1). Coordenador.
Aranhas dos parques do Município de São Paulo (Arachnida, Araneae).
Vigência: 22.01.2014 a 31.01.2018.
3 - Auxílio à Pesquisa – FAPESP (2012/01093-0). Coordenador.
Revisão taxonômica e análise cladística da subfamília Theraphosinae (Araneae, Mygalomorphae, Theraphosidae).
Vigência: 01.05.2012 a 30.04.2015.
4 - Auxílio à Pesquisa – FAPESP (03/12587-4). Coordenador.
Sistemática e Zoogeografia de Aranhas Terafosídeas Neotropicais (Araneae, Mygalomorphae, Theraphosidae)
Vigência: 01.03.2004 a 28.02.2009.
Website:
Bertani, R.; Giupponi, A. P. L. & Moreno-Gonzalez, J. A. Escorpiões do Brasil. Lista das espécies de escorpiões do Brasil e informações para identificação das espécies de interesse em saúde. https://ecoevo.com.br/escorpioes.php
Faculdade de Medicina – USP, São Paulo.
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA, Manaus.
Universidade Federal de São Carlos, São Carlos.
Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro.
Universidade de Brasília – UnB, Brasília.
Museo Nacional de Historia Natural “Prof. Eugenio de Jesús Marcano”, República Dominicana.
American Museum of Natural History, Estados Unidos.
Queensland Museum, Austrália.
Universidad del Atlantico, Colômbia.
Prêmios
Entrevistas
As cores das tarântulas brasileiras. National Geographic. 2022. https://www.nationalgeographicbrasil.com/photography/2017/07/as-cores-das-tarantulas-brasileiras
Scorpion deaths on rise in Brazil as arachnid adapts to urban life. Dom Phillips, The Guardian, 15.07.2018 - https://www.theguardian.com/world/2018/jul/15/scorpion-deaths-rise-brazil-cities-urban-adaptation-risks
New to nature No 107: Typhochlaena costae. Quentin Wheeler, The Guardian, 23.06.2013. https://www.theguardian.com/science/2013/jun/23/new-to-nature-tarantula-typhochlaena-costae.
Biólogo identifica novas espécies de aranha caranguejeira em SP. Globo Rural, 02.11.2012. https://g1.globo.com/economia/agronegocios/vida-rural/noticia/2012/11/biologo-identifica-novas-especies-de-aranha-caranguejeira-em-sao-paulo.html
Nine new colorful tarantula species discovered in Brazil, already endangered. GMA News. https://www.gmanetwork.com/news/scitech/science/280942/nine-new-colorful-tarantula-species-discovered-in-brazil-already-endangered/story/.
Vedci našli v Brazílii pestro sfarbené malé tarantuly. Pravda. https://vat.pravda.sk/zem/clanok/75801-vedci-nasli-v-brazilii-pestro-sfarbene-male-tarantuly/
Negen nieuwe vogelspinnen ontdekt in Brazilië. Scientias. 31.10.2012. https://scientias.nl/negen-nieuwe-vogelspinnen-ontdekt-in-brazilie/
O Oscar das espécies novas. Herton Escobar. O Estado de São Paulo. 2012. https://www.estadao.com.br/ciencia/herton-escobar/top-10-especies-novas/
9 colorful and endangered tree-dwelling tarantulas discovered in Brazil. Phys.org. 30.10.2012. https://phys.org/news/2012-10-endangered-tree-dwelling-tarantulas-brazil.html.
Image of the day. The Scientist. 02.11.2012. https://www.the-scientist.com/image-of-the-day-40237
Just what we needed: Nine new species of colourful, tree-climbing tarantulas found. MailOnline. 31.10.2012. https://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-2225662/Just-needed-Nine-new-species-colourful-tree-climbing-tarantulas-found.html?ITO=1490&ns_mchannel=rss&ns_campaign=1490
National Geographic. https://www.nationalgeographicbrasil.com/fotografo/rogerio-bertani
Tarantula do pais esta no ranking top 10 de novas especies. Portal Terra. 04.06.2012. noticias.terra.com.br/ciencia/sustentabilidade/tarantula-do-pais-esta-no-ranking-top-10-de-novas-especies,92d839160467b310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html
Novas espécies de caranguejeiras são descobertas no Brasil. Agência Fapesp. 28.11.2012. https://agencia.fapesp.br/novas-especies-de-caranguejeiras-sao-descobertas-no-brasil/16533.
New to Nature No 53: Pterinopelma sazimai. The Guardian, Quentin Wheeler. 17.09.2011. https://www.theguardian.com/science/2011/sep/17/blue-tarantula-new-to-nature
Rogério das Aranhas. Revista Brasileiros, Liana John. 2011.
Aranha com nome de juiz. Folha de São Paulo, S. Righetti. 2011.
Desconhecidas e já ameaçadas. Agência Fapesp. 20.10.2009. https://agencia.fapesp.br/desconhecidas-e-ja-ameacadas/11239
O Brasil é o bicho. Dener Giovanini. Fantástico, Rede Globo. 2007.
Endangered by Research: Poachers Mine the Scientific Literature for Locations of Newly Discovered Animals. The Chronicle of Higher Education, L. Guterman. 2006.