Cargo: Pesquisadora científica V
Laboratório: Laboratório de Bacteriologia
Linha de pesquisa: E.coli patogênicas
Contato: (11) 2627-9729 | martha.sonobe@butantan.gov.br
Possui Bacharelado e Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo e doutorado em Bioquímica pelo Instituto de Química da Universidade de São Paulo. Realizou pós-doutorado no Instituto de Ciências Médicas da Universidade de Tóquio, no Japão, onde ocupou o cargo de professora assistente no Laboratório de Oncogenes e Biologia Celular. Também realizou pós-doutorado na Universidade de Osaka, no Japão, e no Instituto Butantan. Atua principalmente no estudo de fatores de virulência e análise genômica e proteômica de E.coli patogênicas (EPEC, ETEC, EIEC, EAEC. EHEC e UPEC). Atualmente, é pesquisadora científica nível V do Laboratório de Bacteriologia do Butantan.
Escherichia coli patogênicas são patógenos plurivalentes e seu mecanismo de infecção envolve diversas etapas, com fatores de virulência muitas vezes específicos a seus patotipos. O grupo tem analisado e caracterizado diversas cepas desses grupos de patógenos. A meta principal é o estudo de fatores de virulência, em especial de Escherichia coli diarreiogênicas (DEC). As estratégias utilizadas para esse estudo abrangem técnicas de larga escala, como genômica e proteômica, em adição às tradicionais como Western blotting, a fim de analisar a presença, localização de genes e seus produtos correspondentes a fatores de virulência, com caracterização de suas possíveis funções biológicas.
No mundo, são registrados 1,7 bilhão de casos de diarreia infantil por ano. A diarreia é a terceira causa principal de morte em crianças de até cinco anos, provocando cerca de 440 mil óbitos anualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). As DEC são agentes etiológicos pertinentes em diarreias de origem bacteriana. Entre os patotipos de DEC, estão dois principais modelos de estudo do nosso grupo: E. coli enteropatogênica (EPEC) e E. coli enteroagregativa (EAEC), que diferem em relação aos fatores de virulência e aos sintomas.
Um dos primeiros passos do mecanismo de patogenicidade das DEC é a adesão dos patógenos às células do hospedeiro, e as proteínas da membrana (adesinas) são importantes nesse processo. A caracterização dessas proteínas nos nossos modelos (e em outros futuros) pode contribuir para elucidar os passos iniciais dos mecanismos de patogenicidade de EPEC e EAEC, além de desvendar as vias utilizadas por esses patógenos para exacerbar a condição clínica do paciente e levar à diarreia persistente.
Laís Ferreira – Aperfeiçoamento – Bolsista FUNDAP (2016)
Aline Patricia Gonçalves – Aperfeiçoamento – Bolsista FUNDAP (2013)
Geovanna Moura Costa – Trabalho de Conclusão de Curso – Bolsista IC/CNPq (2007)
Fabiana Belasco Guilhen – Mestrado (2005)
Investigação do potencial envolvimento da Fímbria Pil na eficiência da adesão de cepas de Escherichia coli enteropatogênica (EPEC) que co-expressam os padrões de adesão localizada e agregativa em células HeLa. Participação como integrante. Auxílio Regular FAPESP. Vigência: 2016 a 2018. Coordenador: Tania Aparecida Tardelli Gomes do Amaral
Linhagens de E. coli enteropatogênica (EPEC)
Instituto de Química – Universidade de São Paulo (USP)
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
1995 – Prêmio Científico para Jovens Pesquisadores Associados, Fundo de Pesquisa do Banco Sumitomo. Japão.
1991 – Prêmio Científico para Jovens Pesquisadores, Fundo Bunka de Pesquisa. São Paulo.