Contato: ivo.lebrun@butantan.gov.br
Possui graduação em Farmácia-Bioquímica pela USP-RP (1981), bacharelado em Química-USP-S.Carlos (1980), mestrado em Farmacologia pela USP-RP (1984) e doutorado em Farmacologia pela USP-SP (1990). Atualmente é Pesquisador Científico VI do Instituto Butantan (ingresso em 1987) no Lab. Bioquímica e Biofísica, exerceu o cargo de Diretor do Laboratório de Bioquímica e Biofísica de (1996 a 2008 ). Foi Diretor da Divisão de Desenvolvimento Científico e Diretor Técnico substituto (2007-2012). Atualmente é Diretor substituto do Laboratório de Bioquímica e da Divisão de Desenvolvimento Científico (2018-2023).
Moléculas de baixa massa:
Embora estudos com a peçonha de serpentes se concentrarem em proteínas, componentes de baixa massa estão presentes na peçonha e esses demonstraram importantes atividades: a) No envenenamento essas moléculas podem ter importantes funções, como as Three-finger toxin (3FTxs) que causam efeitos neurotóxicos; b) podem formar complexos, como observado em Three-finger toxin e inibidores do tipo kunitz; c) contribuem para a integridade da peçonha armazenada no lúmen da glândula de veneno, como os tripeptídeos; d) possuem potencial para produção de novos fármacos, como os BPPs, moléculas usadas para fabricação do Captopril.
Cripteínas e Criptídeos:
As cripteínas são definidas como proteínas que não são consideradas precursoras específicas para peptídeos bioativos, mas são capazes de, sob certas condições, gerar peptídeos bioativos com propriedades fisiológicas relevantes (Pimenta e Lebrun, 2007). Segundo Ueki et al (2007) e Autelitano et al (2006), podemos citar como exemplos importantes; uma proteína precursora multifuncional a POMC (Próopiomelanocortina) que é capaz de gerar diversos peptídeos biologicamente ativos dependendo da forma pela qual é processada, e várias proteínas existentes no leite como a caseína e a lactoglobulina que são consideradas cripteínas. Existem também cripteínas que são derivadas da matriz extracelular, como o colágeno. Segundo Autelitano et al (2006), as cadeias α do colágeno além de suas propriedades estruturais, têm sido, inequivocamente, demonstrado que contêm vários polipeptídeos crípticos que podem ser liberados da matriz extracelular para atuar como moduladores da angiogênese e crescimento de células tumorais. As cripteínas são classificadas em três tipos de classes. Essas classes se diferenciam pela sua funcionalidade e tipo de proteólise.
Classificação das cripteínas:
Tipo 1 Clivagem proteolítica natural da proteína “mãe” gerando produtos com nova
atividade biológica ou não relatada.
Tipo 2 Clivagem proteolítica natural da proteína “mãe” gerando produtos com
atividade biológica similar à molécula “mãe”, mas com mudanças nas suas
propriedades.
Tipo 3 Geração de fragmentos de proteínas-peptídeos in vitro com atividades
biológicas novas. Fragmentos idênticos ou similares não precisam,
necessariamente, serem gerados naturalmente.
Fonte: Autelitano et al, 2006.
Egressos:
Aline Vivian Vatti Auada-Doutorado em TOXINOLOGIA 2011 – 2015 Instituto Butantan Título: Isolamento e caracterização de criptídeos obtidos pela ação das serinoproteases, KN-BJ, TL-BJ e PA-BJ sobre substratos endógenos Posição Atual: Fundação Butantan Vínculo: Celetista, Enquadramento Funcional: Gerente de Produção
Ricardo Alexandre de Azevedo-Doutorado em TOXINOLOGIA 2010 – 2014 Instituto Butantan Título: EFEITOS ANTITUMORAIS DO MASTOPARANO E DO PEPTÍDEO INKKI EM MODELO DE MELANOMA EXPERIMENTAL Posição Atual: Pós-Doutorado. The University of Texas MD Anderson Cancer Center, MDACC, Estados Unidos
Élen Aquino Perpétuo-Doutorado em Biotecnologia 2000 – 2004 Universidade de São Paulo Título: Caracterização dos produtos secretados nos meios de cultura de bactérias de interesse biotecnológico (C. diphtheriae, C. tetani e B. pertussis) Posição Atual: Professora Adjunta na UNIFESP-Instituto do Mar-Baixada Santista