Cargo: Pesquisador científico VI
Laboratório: Laboratório de Farmacologia
Linha de pesquisa: estresse, depressão e neurotransmissão
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Graduado em Ciências Biológicas – Modalidade Médica pela UNIFESP-EPM em 1980. Mestrado e Doutorado em Ciências - Psicobiologia UNIFESP em 1988, investigando as funções do sono e efeitos de sua privação sobre sistemas neurais, sensibilidade de receptores e modelos comportamentais. Ingressou no Instituto Butantan em 1987, em primeiro lugar no concurso para pesquisador científico do Laboratório de Farmacologia. Realizou três estágios de pós-doutorado, sendo o primeiro no Instituto Clarke de Psiquiatria, em Toronto, Canadá (3 meses) em toxinas e neuroimagem, o segundo no Departamento de Fisiologia da Universidade de Toronto, Canadá (24 meses), avaliando toxinas em modelos eletrofisiológicos e o terceiro em Oxford, Reino Unido (7 meses), em toxinas e eletrofisiologia. Foi diretor do Laboratório de Farmacologia do Butantan entre 2017 e 2024.
Estresse, depressão e neurotransmissão:
As relações entre o estresse e a geração de quadros depressivos é há muito conhecida, mas nem todos os estresses são iguais ou têm as mesmas consequências sobre os sistemas de neurotransmissão. Nosso grupo descreveu que os estresses de natureza física, como as infecções e intoxicações, dependem da transmissão por vasopressina no SNC, enquanto os de natureza psicológica ou emocional, dependem da transmissão pelo hormônio liberador de corticotropina (CRH). Nossas últimas contribuições confirmam que estruturas cerebrais envolvidas com a emocionalidade (córtex frontal, amígdala) são ativadas quando estresses psicológicos são aplicados a roedores. Já os estresses físicos ativam principalmente o hipocampo. Os modelos animais para o teste de novos potenciais antidepressivos empregam estresses, mas não discriminam os tipos de estresses empregados, gerando resultados pouco confiáveis. Nossos estudos estão levando a geração de novos testes de fármacos com maior confiabilidade.
Informações básicas desta linha: Quais estresses são mais perigosos para o desenvolvimento de doenças psiquiátricas? Quais os mecanismos que desencadeiam a depressão e ansiedade?
Neurotoxinas de venenos animais, canais iônicos e função erétil:
As toxinas animais são entidades moleculares selecionadas pela evolução para serem ativas e potentes. Os canais iônicos são macromoléculas vastamente difundidas no reino animal e, por isso, são alvos preferenciais dessas toxinas. A inativação do sistema nervoso por estes meios confere enorme vantagem evolutiva aos animais peçonhentos. Nossos estudos avaliaram várias toxinas de artrópodes e répteis e na função de alguns canais iônicos como os canais de cálcio e sódio. Descrevemos um antagonista não seletivo e reversível de canais de cálcio e um agente capaz de retardar a inativação de canais de sódio. Este último produz priapismo, um fenômeno raro, mas que oferece pistas para o desenvolvimento de novos medicamentos para o tratamento da disfunção erétil.
Informações básicas desta linha: As toxinas animais podem ser usadas como agentes terapêuticos? Quais doenças podem ser tratadas como toxinas e derivados? Podemos empregar derivados de toxinas animais no tratamento da disfunção erétil ou controle da função circulatória?
Alunos egressos
Adriana de Toledo Ramos - Doutorado
Marina Sorrentino Hernandes - Mestrado
Tarcisio Liberato - Mestrado
Jake Thopson Pickering – Iniciação Científica Oxford
N. Processo Título
14/21511-6 Efeitos da artrite e do veneno de abelha na função renal de camundongos
13/18897-7 Contribuição ao desenvolvimento de antidepressivos
13/20479-9 Síntese e avaliação de compostos potencialmente ligantes de receptores H4
07/01066-4 Parkinson experimental: consequências na neurotransmissão estriatal, glicina e inflamação.
02/04545-7 Liberação de neurotransmissores no sistema nervoso central: modelos para o estudo de toxinas e de tratamentos farmacológicos.
98/02039-0 Toxinas poliamínicas do veneno da aranha Phoneutria nigriventer.
Oxford Brookes University – Oxford – UK
Debrecem University – Hungary
Instituto de Ciências Biomédicas – USP