Cargo: Pesquisadora científica VI e diretora do Laboratório de Imunogenética
Laboratório: Laboratório de Imunogenética
Linha de pesquisa: imunologia humoral e celular, imunogenética e resposta inflamatória associada a doenças de importância na saúde pública
Contato: (11) 2627- 9702 | nancy.starobinas@butantan.gov.br
Lattes|http://lattes.cnpq.br/9914616753253517
Google Scholar|https://scholar.google.com/citations?user=AIV6CWQAAAAJ&hl=pt-BR
ORCID|https://orcid.org/0000-0001-5716-3394
Scopus|https://www.scopus.com/authid/detail.uri?authorId=6603552692
Web of Science|https://www.webofscience.com/wos/author/record/B-9178-2015
Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo, Mestrado e Doutorado em Imunologia pela Universidade de São Paulo. Pós- Doc no Institut Pasteur em Paris na França. Desde 1984 é pesquisadora científica do Instituto Butantan, e atualmente é diretora do Laboratório de Imunogenética. Tem experiências na área de Imunologia humoral e celular e em Imunogenética. Áreas que incluem estudos da resposta inflamatória associada a doenças de importância na saúde pública.
Nossa linha de pesquisa concentra-se no estudo do controle genético envolvido na resposta imunológica inata ou adaptativa. Utilizamos um modelo experimental que consiste em linhagens de camundongos bons e maus respondedores, selecionados fenotípicamente pela intensidade da resposta imunológica humoral ou da resposta inflamatória aguda cujas regulações genéticas determinam susceptibilidades opostas a vários processos patológicos. Estas linhagens constituem um modelo adequado para estudos de eficácia de vacinas, de adjuvantes e para o estabelecimento de protocolos de imunização. Estudamos também as ações de toxinas animais quanto às suas propriedades tóxicas ou imunomoduladoras. A importância dessas linhagens como modelo experimental é devido às suas características genéticas que se assemelham àquelas de populações naturais como a humana.
Nos estudos com enfoque na resposta inflamatória, é avaliado o papel do inflamassoma. Nos animais selecionados para diferença na resposta inflamatória aguda (AIR), foi observada uma variação na liberação de IL-1β após a ativação do inflamassoma, devido ao polimorfismo no gene Pycard. Através de ensaios de associação entre marcadores do tipo SNP e resposta inflamatória em animais bons e maus respondedores, foi identificada uma mutação no gene Pycard, que codifica a proteína ASC (apoptosis associated speck-like protein containing a caspase recruitment domain), presente apenas nos maus respondedores e responsável pela deficiente produção de interleucina 1beta (IL-1β), dependente da ativação do inflamassoma nestes animais.
Desta forma, foram feitos acasalamentos assistidos para produzir duas sublinhagens homozigotas: AIRminC/C e AIRminT/T, fixando os alelos do gene Pycard ao fundo genético AIRmin, em que os animais AIRminC/C apresentam ativação do inflamassoma, mas com menor liberação de IL-1β em relação aos AIRmax. Os animais AIRminT/T não apresentam ativação dessa via. Esse modelo de animais está sendo utilizado para a compreensão do papel desenvolvido pelo inflamassoma em diferentes fenótipos. Um dos estudos refere-se ao papel do gene Pycard na asma induzida por Ovalbumina, avaliando o efeito do polimorfismo do gene na evolução da doença, com o objetivo de estabelecer um biomarcador de susceptibilidade ou alvo para a terapia.
Animais bons e maus respondedores representam extremos de reatividade encontrados em populações naturais, assim podem ser indicadores da ocorrência de efeitos adversos por reações muito fortes, ou ausência de proteção por reação fraca. São realizados estudos sobre o papel do adjuvante na capacidade de produção de anticorpos, bem como a resposta celular após a estimulação do sistema imunológico com anatoxinas presentes na vacina tríplice bacteriana nos camundongos fenotipicamente selecionados para alta (HIII) ou baixa (LIII) produção de anticorpos a antígenos complexos. Nestes animais, também é estudada também a CoronaVac, vacina inativada contra o vírus SARS-CoV-2, desenvolvida para controlar a infecção por COVID-19, onde são avaliados os mecanismos envolvidos na resposta imune adaptativa por meio de dosagens de anticorpos e tipos celulares ativados após a imunização e desafio nos camundongos.
Orientadora no programa de Pós-graduação em Imunologia no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo. Orientou 8 dissertações de Mestrado e 4 Teses de Doutorado.
Atuais
Nathalia Caroline Teixeira Zana - Mestrado - nathalia.zana.esib@esib.butantan.gov.br - http://lattes.cnpq.br/9746818185096620
Egressos
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Francisca Vorraro |
2001 |
Mestrado |
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Adriana dos Santos Carneiro |
2001 |
Mestrado |
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Roberta Gomes Carneiro |
2005 |
Mestrado |
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Andrea Gil Ferreira de Arruda |
2008 |
Mestrado |
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Aline Lavezo Antonio |
2014 |
Mestrado |
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Fernanda Vinci Kondo |
2016 |
Mestrado |
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Suelen Aparecida Felicio |
2024 |
Mestrado |
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Nayara da Silva Antonio |
2024 |
Mestrado |
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Francisca Vorraro |
2005 |
Doutorado |
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Adriana dos Santos Carneiro |
2005 |
Doutorado |
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Priscilia Aguilar Ramirez |
2012 |
Doutorado |
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Leticia Figueiredo Monteleone |
2023 |
Doutorado |
Em andamento
Pesquisadora associada ao Centro de Excelência para Descoberta de Novos Alvos – CENTD (Center of Excelence for Research in Target Discovery), conveniado à Fapesp, à Glaxo Smith Kline (GSK) e ao Instituto Butantan. FAPESP – Processo 2020/13139-0. Coordenador: Ana Marisa Chudzinski Tavassi. Recursos: FAPESP R$ 2.882,322,71 e US$ 147.039,00 Vigência 01/10/2021 a 30/09/2026.
Pesquisadora associada ao – PCD - CCD - Centros de Ciências para o Desenvolvimento , Coordenado por Sandra Coccuzzo Sampaio Vessoni – Continuo aprimoramento de vacinas: Centro para Vigilância Viral e Avaliação Sorológica (CeVIVAS). FAPESP processo 2021/11944-6. Vigência 01/06/2022 a 31/05/2027. Recursos: R$ 1.518.606,75 e US$ 724.500,00
Comissão de Ética em Pesquisa com seres humanos (CEP) - Coordenadora do CEP do Instituto Butantan para pesquisa com seres humanos.
Instituto de Ciências Biomédicas - Universidade de São Paulo