Vincent Louis Viala

Cargo: Pesquisador de laboratório

Laboratório: Laboratório de Bioquímica

Linha de pesquisa: Genômica, Toxinologia e evolução de toxinas e venenos; vigilância genômica e evolução viral

Contato: (11) 2627-9745 / 2627-6751 | vincent.viala@butantan.gov.br

 

Formado em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de São Paulo (UNESP-FCL/Assis). Durante o mestrado em Ciências Biológicas (Genética) pelo Instituto de Biociências da UNESP de Botucatu, iniciou sua carreira científica pesquisando sobre a variabilidade genética molecular de aves silvestres. No doutorado em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Tecnologia Nuclear - Aplicações do IPEN/USP, com estágio sanduíche na Universidade de Hamburgo (Alemanha), iniciou seus estudos em toxinologia pesquisando sobre a diversidade de toxinas de serpentes australianas usando ferramentas de transcriptômica e proteômica. Realizou pós-doutorado no Laboratório de Toxinologia Aplicada do Instituto Butantan, com estágio no Instituto de Biomedicina de Valência (Espanha), onde ampliou o conhecimento sobre as toxinas das serpentes brasileiras pesquisando as regiões genômicas que codificam estas toxinas e seus genes ancestrais.

Durante a pandemia de Covid-19, de 2020 a 2021, trabalhou no Instituto Butantan como técnico fazendo testes de PCR no Laboratório de Diagnóstico Molecular. De 2021 a 2022, foi responsável por implementar e gerenciar o Laboratório de Vigilância Genômica do Instituto Butantan. Desde 2022, atua como Pesquisador de Laboratório no Laboratório de Bioquímica.

 

 

As análises genéticas moleculares nos dão acesso a uma grande riqueza de informações que nos permitem tanto estudar os genes (genótipo), e consequentemente as proteínas codificadas (fenótipo), quanto encontrar informações importantes para entender vias e mecanismos evolutivos destes organismos. Por exemplo, ao utilizar as ferramentas de ponta da genômica e bioinformática, é possível obter a sequência completa de genomas virais obtidos de cada indivíduo humano ou animal infectado. A análise comparativa das sequências destes genomas virais, combinada com metadados adicionais dos hospedeiros, possibilita rastrear a circulação e evolução destes vírus. Estes estudos são importantes tanto para esclarecer em tempo real aspectos da epidemiologia de certos vírus, como para auxiliar no desenvolvimento de vacinas e tratamentos. Estas mesmas ferramentas genômicas, aliadas a ferramentas proteômicas e técnicas bioquímicas, também permitem a caracterização e o estudo da evolução dos venenos animais e suas toxinas. Os venenos animais são misturas complexas compostas por moléculas bioativas moldadas pela evolução para auxiliar de forma eficiente na predação ou na defesa de predadores, e que consequentemente tem como função comum atuar no desequilíbrio da homeostase da presa ou do predador. A diversidade e complexidade destes venenos exige uma abordagem técnica científica complexa que integra diversas metodologias e áreas do conhecimento. Estes estudos nos permitem gerar bases de dados genômicos e proteômicos de moléculas bioativas, assim como ajudam a desenvolver melhores soros e tratamentos para aqueles organismos venenosos e peçonhentos de importância médica.

 


1- Viala, V.L. et al. The divergent pattern of SARS-CoV-2 variant predominance and transmission dynamics in the Brazilian island of Ilhabela, Viruses, 14,7,1481, 2022.

2- Giovanetti, M. et al. Genomic epidemiology of the SARS-CoV-2 epidemic in Brazil, Nature Microbiology, 7,9,1490-1500, 2022.

3- Almeida, D.D. & Viala, V.L. et al. Tracking the recruitment and evolution of snake toxins using the evolutionary context provided by the Bothrops jararaca genome, Proceedings of the National Academy of Sciences, 118,20,e2015159118, 2021.

4- Bayona-Serrano, J.D.et al. Replacement and parallel simplification of nonhomologous proteinases maintain venom phenotypes in rear-fanged snakes, Molecular Biology and Evolution, 37,12,3563-3575, 2020.

5- Viala, V.L. Venomics of the Australian eastern brown snake (Pseudonaja textilis): Detection of new venom proteins and splicing variants, Toxicon, 107,,252-265, 2015.

 


Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Universidade Estadual de São Paulo (UNESP)

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Instituto de Biomedicina de Valência, na Espanha

 


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